
Além da presença do Papai Noel e da decoração natalina com árvore, luzes e músicas, o local também vai ser ponto de arrecadação e distribuição de alimentos. Paraisópolis, uma das maiores comunidades do Brasil, ganha vila de Natal Na comunidade de Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo, o pavilhão onde as famílias mais pobres são atendidas virou uma vila de Natal nesta terça-feira (7). Além das músicas e luzes natalinas, o local também será ponto de arrecadação e distribuição de alimentos. Os moradores receberam pacotes para uma ceia farta e as crianças da comunidade encontraram o Papai Noel. “É um tipo de avô que dá presente para gente no Natal”, diz Elaine Aparecida, de 10 anos, sobre o bom velhinho. “A gente sente vergonha de ir para o shopping por conta da desigualdade, por não ter uma roupa adequada e não ter um dinheiro para o lanche, para o sorvete. Muitas vezes, nem o da passagem. Aqui não preciso pegar ônibus”, explica a moradora, Ana Paula. Crianças com brinquedos de Natal em Paraisópolis nesta terça-feira (7) Reprodução/TV Globo “Está tudo muito lindo enfeitado. O Papai Noel foi a melhor coisa que pode acontecer aqui em Paraisópolis”, completou. A decoração e kits para a ceia de Natal foram doados pela iniciativa privada. Já os presentes foram fornecidos por pessoas que apadrinharam cerca 100 crianças — outras 1,6 mil também estão inscritas ainda esperando um padrinho. Desde o começo da pandemia de Covid-19, a comunidade tenta diminuir a diferença entre a ajuda oferecida e a quantidade de famílias necessitadas. No entanto, as doações têm diminuído. Papai Noel em Paraisópolis nesta terça (7) Reprodução/TV Globo “Essa vila vem como um respiro, um sopro de esperança e de renascimento nesse momento que a gente passa muita dificuldade. As pessoas estão com mais fome, estão desempregadas. Falam de uma magia do Natal, mas que a gente não se enxerga. Essa magia de banquete, de mesa farta, não é realidade nesse momento”, afirma Gilson Rodrigues, presidente do G10 Favelas. E quem conseguiu receber alguma ajuda, sabe o valor que tem. “Isso aqui para nós vai ser a nossa alegria. Quantas famílias não queriam ganhar uma cesta dessa? Eu só tenho que agradecer. A palavra certa é gratidão”, diz a empregada doméstica, Zuleide Dias.
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