Número de novos registros de armas de fogo por cidadãos brasileiros dispara este ano

De janeiro a setembro, apenas para cidadãos comuns, a Polícia Federal autorizou mais de 118 mil registros de armas de fogo, aumento de 42% em relação ao mesmo período de 2020. Número de novos registros de armas de fogo por cidadãos brasileiros dispara em 2021 O número de novos registros de armas de fogo por cidadãos brasileiros disparou este ano. A procura por armas de fogo só aumenta no país. A empresária Marizete Gurgel, que nunca encostou numa arma em toda a vida, afirma que essa não é uma notícia que traz sensação maior de segurança. “Pode ocorrer tragédia, porque vai ficar mais fácil. Eu acho que tem outros meios da pessoa ter segurança que não seja a arma”, diz. De janeiro a setembro deste ano, a Polícia Federal autorizou quase 195 mil registros de armas no Brasil para civis, incluindo empresas de segurança, policiais civis e federais. Esse número, que não contempla os militares, representa um aumento de mais de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. Se a gente levar em consideração apenas cidadãos comuns, a Polícia Federal autorizou mais de 118 mil registros de armas de fogo neste ano, 42% a mais do que em 2020. Minas Gerais é o estado com maior número de novos registros para esse grupo em 2021, um aumento de 43% em relação ao ano passado. Desde janeiro de 2019, o governo federal editou mais de 30 atos normativos para facilitar o acesso às armas de fogo. Entre as medidas, está o aumento do limite de duas para quatro armas que cada pessoa pode ter sem precisar apresentar justificativa à Polícia Federal. O Instituto Sou da Paz afirma que facilitar o acesso a armas é uma política equivocada. “Os dados demonstram. O aumento da circulação de armas e munições vai gerar uma maior oferta dessas armas e munições ao crime, vai gerar mais mortes, de momentos em que o cidadão perde a cabeça e acaba cometendo um crime. Quando a gente está numa situação econômica, social tão grave como a brasileira atual, com aumento de inflação, desemprego, perda de renda e fome e que há uma prioridade, representada naquela frase do presidente da República, que diz que não se deveria comprar feijões, mas comprar fuzis, eu sem dúvida, tenho a opinião de que a gente está num caminho equivocado”, diz Felippe Angeli, do Instituto Sou da Paz. O Jornal Nacional procurou o Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça, mas não teve resposta.

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