São mais de 160 trabalhos de artistas, cientistas e ambientalistas, reunidos no Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia. Uma ação coletiva contra a destruição do meio ambiente. Exposição é manifesto em favor da natureza Um museu de São Paulo inaugurou neste sábado (30) uma exposição que simboliza um manifesto a favor da natureza. A mostra aproxima o público dos efeitos do aquecimento global. A água invadiu o museu para provocar. A arte mostra que o mundo precisa agir para continuar existindo diante das mudanças climáticas. “É como se fosse uma ilha, a gente tem uma perspectiva diferente das obras. As obras têm uma distância, né? Algumas estão mais próximas, outras a gente tem que olhar de longe mesmo e observar dessa distância”, afirma a artista plástica Rosana Spagnuolo. O passeio começa com a pintura que retrata o sopro do pajé espalhando água, terra e ar. Um outro artista, também indígena, quer trazer os ensinamentos dos primeiros povos. “Essa relação de carinho, cuidado e educação mesmo que a gente tem com a natureza. De permissão, de um cuidado sustentável também”, diz o artista Aislan Pankararu. Essa é uma exposição cheia de cores e significados para exaltar a riqueza da terra, mas o lembrete da artista mineira é um alerta: é preciso cuidar enquanto há tempo. O caminho contrário nos encolhe, como lembra um cubo minúsculo. São mais de 160 trabalhos de artistas, cientistas e ambientalistas reunidos no Museu Brasileiro da Escultura e da Ecologia, em São Paulo. Uma ação coletiva contra a destruição do meio ambiente. O artista quis trazer para a cidade grande a devastação que tem acontecido em florestas brasileiras. Tem areia colorida e troncos que vieram de regiões que passaram recentemente por queimadas. Desta terra, vai brotar capim, conforme for chovendo, e aí a obra quer mostrar que essa área, inicialmente cheia de verde, seria mais uma a se transformar em área de pasto. Do museu, saiu um manifesto de declaração de emergência climática assinado por estudiosos do clima. O grupo cobra ações urgentes. “A gente já entendeu os efeitos do humano no mundo, a gente tem pouco tempo de ação e de reação, mas o que a gente pretende mesmo é começar uma mobilização e que isso tenha uma ação súbita, que isso venha de imediato mesmo”, fala Galciani Neves, curadora-chefe do Mube.
Proxima
« Anterior
« Anterior
Anterior
Proxima »
Proxima »
Assinar:
Postar comentários (Atom)
EmoticonEmoticon