Secretaria de Saúde do RJ cancela contrato com empresa que teria falsificado assinaturas para licitação de serviços do Samu

O RJ2 veiculou, nas últimas semanas, as denúncias de falsificação de assinaturas de vários médicos por parte da empresa ganhadora do processo de licitação. Para não ficar sem o serviço, a secretaria de saúde decidiu prorrogar o contrato que terminaria nesta terça (16) com a empresa atual. Samu vira caso de polícia A Secretaria Estadual de Saúde do Rio informou nesta terça-feira (16) que decidiu desabilitar o contrato com a empresa acusada de falsificar assinaturas para o processo de licitação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Rio (Samu RJ). A secretaria afirmou que o setor jurídico está analisando o caso para fazer a anulação do processo. O secretário de saúde Carlos Alberto Chaves disse na quarta-feira passada que abriria um processo administrativo pra investigar o caso. O RJ2 denunciou, nas últimas semanas, a falsificação de documentos por parte da clínica médica Doutor Marco Selicani, que venceu a licitação para assumir os serviços médicos do Samu do Rio. A empresa foi acusada de ter falsificado um atestado de capacidade técnica e as assinaturas em contratos de vários médicos que atuariam no Samu. A Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro oficiou o secretário de saúde e abriu uma investigação. No ano passado, contratações para o Samu do Rio já tinham sido alvo de investigações do Ministério Público. Os repasses para a empresa OZZ saúde, então operadora do serviço, foram suspensos pela Justiça. Prorrogação do contrato Atualmente, a operação do Samu na capital está a cargo da UTI serviços médicos. A empresa foi contratada emergencialmente pela Fundação Saúde em setembro do ano passado. O contrato, com duração de 180 dias, chega ao fim nesta terça (16). Mas para não interromper a prestação do serviço, a Secretaria de Saúde informou que decidiu prorrogar, de forma emergencial, o contrato com a empresa, sem licitação. A clínica médica Dr. Marco Selicani tem entre os sócios o próprio médico Marco Selicani. Ele foi condenado pela Justiça do Paraná por furto qualificado em 2018. E em 2020 por improbidade administrativa. No dia 5, o RJ2 mostrou que a empresa apresentou informações falsas em um atestado de capacidade técnica enviado à Fundação Saúde do RJ. O documento, que faz parte das exigências da licitação, diz que a empresa é credenciada no Samu da região da Baixa Mogiana, em São Paulo, onde teria feito "milhares de plantões médicos". Entretanto, a equipe de reportagem procurou o consórcio Oito de Abril, gestor do Samu na região, que informou que "no período de 2014 a 2021, não há nenhum histórico de prestação de serviço da clínica". VÍDEOS: Os mais vistos do Rio nos últimos 7 dias

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