Primeiro dia da fase emergencial tem pouco trânsito, mas transporte público lotado na cidade de SP

O governo de São Paulo informou que negocia com setores econômicos a adoção de horários alternativos para o começo do expediente dos trabalhadores essenciais. Transporte público fica cheio no primeiro dia da fase emergencial No primeiro dia da fase emergencial, que entrou em vigor nesta segunda-feira (15) e prevê regras mais rígidas do que a fase vermelha, as avenidas da capital paulista não registraram congestionamento, no entanto, ônibus e metrô tiveram aglomerações durante a manhã. Na Avenida 23 de Maio, que liga o Centro à Zona Sul, o número de carros foi menor, em comparação com o movimento da semana passada. No transporte público, porém, as aglomerações continuam - passageiros informaram ter sentido que a quantidade de pessoas diminuiu, mas não o bastante para evitar contato. No terminal de ônibus do Capão Redondo, na Zona Sul, por exemplo, teve fila até no momento do embarque. Com a maioria dos comércios do Centro da capital fechados, a quantidade de pessoas nas ruas da região também diminuiu. No Brás, vendedores ambulantes ocuparam as calçadas da região, mas não havia consumidores. O governo de São Paulo informou que a adoção de horários alternativos para o começo do expediente dos trabalhadores essenciais está em negociação com os setores econômicos. Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do estado, informou estar em contato com a Associação Paulista de Supermercados (Apas), as associações responsáveis por empresas de call center e com as indústrias. "Esses foram os três primeiros setores que priorizamos porque concentram grandes contingentes de funcionários. Estamos atuando com todos para organizar um escalonamento e estamos fazendo isso com todos os setores e as associações representativas”, afirma Patrícia Ellen. Grande São Paulo Na Grande São Paulo, São Bernardo do Campo adotou medidas ainda mais restritivas. A cidade optou por fechar para veículos a Rua Marechal Deodoro, famoso ponto de comércio da região. Todas as igrejas também foram fechadas. A infectologista do Hospital Sírio-Libanês Mirian Dal Bem afirmou que, para as medidas serem efetivas, é preciso respeitar as restrições de circulação. “Todo mundo sabe que o lockdown é ruim para a economia e tem diversos pontos negativos. Usamos essa estratégia quando chegamos a uma situação extrema na qual não conseguimos absorver pacientes que precisam de um leito hospitalar para o tratamento.” O que pode funcionar na fase vermelha emergencial Escolas abertas apenas para oferta de merenda Hospitais, clínicas, farmácias, dentistas e estabelecimentos de saúde animal (veterinários) Supermercados, hipermercados, açougues, lojas de suplemento, feiras livres. Delivery e drive-thru para padarias das 20h às 5h; no restante do dia, funcionamento normal Delivery para bares, lanchonetes e restaurantes Cadeia de abastecimento e logística, produção agropecuária e agroindústria, transportadoras, armazéns, postos de combustíveis Empresas de locação de veículos, oficinas de veículos, transporte público coletivo, táxis, aplicativos de transporte, serviços de entrega e estacionamentos Serviços de segurança pública e privada Construção civil e indústria Meios de comunicação, empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens Outros serviços: lavanderias, serviços de limpeza, hotéis, manutenção e zeladoria, serviços bancários (incluindo lotéricas), serviços de call center, assistência técnica e bancas de jornais O que não pode funcionar na fase vermelha emergencial: Academias Igrejas e atividades religiosas Campeonatos esportivos Salões de beleza Cinemas Teatros Shoppings Lojas de rua, incluindo lojas de material de construção Concessionárias Escritórios Parques Clubes Praias Vídeos: Tudo sobre São Paulo e região Metropolitana

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