
Situação ocorreu em Toritama, no Agreste do estado. Polícia Civil investiga o caso e Justiça informou que pai deve devolver a criança à mãe. Mãe faz desabafo nas redes sociais e diz que ex-marido levou criança de casa A disputa pela guarda de uma criança levou uma mulher a fazer um desabafo nas redes sociais. Ela diz que o ex-marido levou o filho, de 5 anos, da casa em que ela vive. O fato ocorreu em Toritama, no Agreste de Pernambuco, há mais de 20 dias. Desde então, a mãe não tem contato com o garoto. “Quero ele de volta”, declarou a operária Eduarda Rodrigues (veja vídeo acima). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A Justiça afirmou que a guarda é da mãe e que o pai deve devolver o menino. Desesperada, Eduarda gravou um vídeo na internet pedindo ajuda para encontrar o filho. Ela viu o menino pela última vez na quarta-feira de Cinzas, dia 26 de fevereiro. “Moro no interior, mas me mudei para o Recife para tentar encontrar meu filho”, afirmou. A mudança ocorreu porque a mãe acredita que o ex-marido e o menino estão na capital. “Ele está fugindo com meu filho. Mandei mensagem e ele leu e não respondeu”, declarou. Eduarda Rodrigues diz que ex-marido levou o filho de casa , no Agreste de Pernambuco Reprodução/TV Globo O oficial de Justiça não encontrou o ex-marido nem o filho de Eduarda. No Recife, ela prestou queixa da Delegacia da Criança e do Adolescente (DPCA), ainda no dia 26 de fevereiro. A mãe contou que o ex-marido foi até a casa dela e pediu para entregar a criança. “Ele disse que queria ver meu filho e levou para o carro dos avós, depois me devolveu e disse que levaria para me entregar na segunda-feira. Até agora, nada”, declarou Eduarda. A angústia da mãe é tão grande que ela disse ter mudados os hábitos diários. “Tem dia que não consigo nem dormir nem comer. Fico pensando nele”, declarou. Eduarda disse, ainda, que o pai do menino e a família dele “levaram” os documentos da criança. “Tive que tirar a segunda via do registro”, informou. Investigação Eduarda disse que também prestou queixa na delegacia de Toritama, onde morava com a criança. O caso está no Judiciário pernambucano. O juiz Solón Otávio de França, da comarca do município, determinou que a guarda do filho é da mãe. Também afirmou que o pai deve entregar o menino, mas a determinação, até agora, não foi cumprida. O delegado Geraldo da Costa disse que está sendo investigado um caso de desobediência, já que existe uma ordem judicial e de sonegação de incapaz. “Isso ocorre quando a parte se recusa a entregar o menor à parte que legitimamente o requer”, afirmou. Ainda de acordo com o policial, será preciso juntar os procedimentos realizados ao o boletim de ocorrência, para comprovar que a parte não foi localizada pelo oficial de Justiça e que está “se eximindo da sua responsabilidade, principalmente, no tocante a evitar que seja localizado”. Segundo a polícia, qualquer informação sobre o garoto deve ser repassada ao Disque-Denúncia, pelo telefone 3421-9595. Defesa da mãe De acordo com o advogado Aizamarch Almeida, que defende Eduarda, existe um mandado de busca da criança que não está sendo cumprido. Segundo ele, os oficiais de Justiça foram atrás do pai e dos avós do menino e eles estão em endereço indefinido. O advogado disse que o homem corre o risco de ser preso. "O processo corre em segredo de Justiça. Em resumo, o pai foi buscar a criança em Toritama sem avisar para a mãe. Ela foi pega de surpresa. Tirou a criança dela, levou para o Recife. Ela entrou com um processo de busca e apreensão de menor”, disse Almeida. Ainda de acordo com o advogado, houve uma decisão da Justiça pela entrega da criança à mãe. “A advogada dele foi citada e intimada da decisão. Recorreu, mas até agora não houve resposta”, observou. Defesa do pai A advogada pai do menino, que não teve o nome divulgado, disse à TV Globo que "a mãe da criança distorceu os fatos". A defensora afirmou, ainda, que a criança foi entregue ao pai de forma espontânea pela mãe e que "o menino estava abaixo do peso e com algumas escoriações pelo corpo". Por isso, afirmou a advogada, foi feito um boletim de ocorrência para apurar se houve maus-tratos. Ainda de acordo com a defensora, o pai da criança "havia passado um ano sem contato com filho, porque a mãe não permitia que eles se vissem nem se falassem por telefone". Por fim, a advogada declarou que, assim que o pai for intimado devolver a criança, vai cumprir a decisão da justiça. VÍDEOS: mais assistidos de Pernambuco nos últimos 7 dias
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