
Profissionais autônomos de Guarujá, Peruíbe, Praia Grande e São Vicente se reuniram para reivindicar abertura dos comércios após início da 'fase emergencial' do Plano São Paulo, nesta segunda-feira (15). Comerciantes de Guarujá se reuniram em frente ao Paço Municipal para pedir a reabertura dos comércios Arquivo Pessoal/Filipe Lemos Comerciantes e motoristas de aplicativo das cidades de Guarujá, Peruíbe, Praia Grande e São Vicente, no litoral de São Paulo, se reuniram nesta segunda-feira (15) para protestar contra o fechamento dos comércios. Após as medidas restritivas da ‘fase emergencial’ do Plano São Paulo entrarem em vigor, profissionais autônomos foram às ruas manifestar o descontentamento diante das restrições que devem permanecer até o dia 30 de março. A ‘fase emergencial’ suspende o funcionamento dos comércios não essenciais, como loja de roupas e restaurantes. Até o final do mês, estes estabelecimentos não poderão operar com serviço de retirada presencial, apenas delivery (24 horas), ou drive-thru (das 5 às 20h). As lojas de materiais para construção também devem ficar fechadas. Em Peruíbe, a concentração de comerciantes e motoristas de aplicativo aconteceu em frente à Prefeitura da Cidade. De acordo com Cleiton Alves de Oliveira, que é representante dos motoristas de aplicativo, os profissionais se uniram para reivindicar a abertura do comércio, pois a cidade não tem outro tipo de renda. “A realidade de Peruíbe não pode ser comparada com uma capital, nós dependemos do comércio, estamos tentando sobreviver. É o nosso último suspiro, é o que nos resta”, diz. Segundo o motorista, o comércio da cidade sustenta outros trabalhadores. “O único meio de sobreviver em Peruíbe é o comércio. Aqui é uma cadeia, um efeito dominó, eu sou motorista de aplicativo e dependo deles. Os comerciantes estão dispostos a seguir todos os protocolos com rigidez, como distanciamento, álcool em gel, limite de pessoas no estabelecimento. O comércio daqui é pequeno, aqui não tem como aglomerar”, explica. Em Peruíbe, comerciantes e motoristas de aplicativo se concentraram em frente à prefeitura Arquivo Pessoal/Cleiton Alves de Oliveira Os comerciantes de Guarujá se uniram no Paço Municipal e foram em direção ao Trevo Santa Rosa para pedir a reabertura dos comércios. Com placas escritas ‘Fora Doria’, ‘Se não posso trabalhar, não preciso pagar imposto’, ‘Prefeito sai de cima do muro’ e ‘Quer trabalhar? Vem pra rua!’, também pediram pela abertura do comércio. Ricardo Bitencurt, que é comerciante há 10 anos na cidade, comenta que a categoria pede por um posicionamento do governo. “Vão dar um incentivo fiscal, diminuir tributos, vão fazer alguma coisa pelos comerciantes? Nós não temos respostas, precisamos de respostas”, desabafa. Manifestantes pediram por reabertura do comércio nesta segunda-feira (15) Arquivo Pessoal/Filipe Lemos Na cidade de São Vicente, a concentração dos manifestantes iniciou na Avenida Nações Unidas, no bairro Vila Margarida, com destino para a Ponte do Mar Pequeno, planejada para finalizar na prefeitura da cidade. Motoristas de aplicativo pediram pela reabertura dos comércios para continuar trabalhando no município. Já em Praia Grande, os participantes se reuniram em frente à prefeitura para conversar com a chefe do executivo. Conforme apurado pela reportagem, os manifestantes se reuniram no prédio para cobrar a reclassificação da cidade nas fases do Plano São Paulo. Os comerciantes dizem que a reclassificação foi prometida pela prefeita em duas reuniões. Após ficarem sem respostas do poder público, o grupo seguiu em direção à entrada da cidade e bloqueou duas vias. A PM esteve no local e, em conversa com os manifestantes, conseguiu liberar o acesso. Prefeituras Em nota, a Prefeitura de Praia Grande informou que, por causa do protesto, a Avenida Ayrton Senna foi paralisada no início da tarde nos dois sentidos. As duas faixas da via foram liberadas após a chegada da equipe da Secretaria de Trânsito ao local. A administração ressaltou que segue tomando medidas para reduzir o impacto para os setores da economia local, que estão sendo afetados devido os desdobramentos da pandemia da Covid-19. Segundo a prefeitura, desde o início da pandemia, a cidade vêm adotando duas linhas de atuação: salvar o máximo de vidas possíveis e manter o funcionamento dos comércios. Com o aumento de casos e internações na cidade, o município afirma que se faz necessário atender a 'fase emergencial' do Plano São Paulo, com a liberação momentânea apenas do funcionamento de serviços essenciais. Guarujá afirma que segue estritamente as determinações do Plano São Paulo estipuladas pelo governo paulista para a fase emergencial. Já o município de Peruíbe informou que os protestos não causaram paralisação no trânsito, mas a manifestação resultou em aglomeração no local, porque não seguiu os protocolos sanitários da pandemia. O prefeito da cidade, Luiz Maurício, recebeu em seu gabinete uma comissão composta por três representantes da manifestação para ouvir as reivindicações. A cidade segue as restrições adotadas em todo o estado para frear a alta de mortes e sobrecarga em unidades de saúde. E São Vicente destacou que também segue as determinações do Plano São Paulo para essa fase emergencial e que estabeleceu algumas medidas de incentivo tributário por causa dos impactos da pandemia. VÍDEOS: G1 em 1 Minuto Santos
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